Principal contratação da Ponte Preta para a sequência da temporada 2020, o meia Camilo foi apresentado oficialmente pelo clube em videoconferência com os jornalistas.

O camisa 10 está regularizado no BID com vínculo com a Ponte até o final do ano.

Consciente da situação delicada que o futebol brasileiro e mundial estão passando, Camilo afirmou que a questão financeira não foi a prioridade, mas sim a oportunidade de defender a Macaca.

“Essa questão agora cada um tem que pensar com carinho sabendo das propostas que o clube apresenta aos atletas porque a gente sabe a realidade dos clubes. Então em relação a isso é muito tranquilo meu foco está em ajudar a Ponte Preta. Essa questão eu deixo secundária porque eu tenho uma grande oportunidade de vestir uma grande camisa de um clube centenário e me deram toda as informações os jogadores e o Gustavo (Bueno) que já tinha trabalhado comigo e fiquei muito feliz quando o meu representante teve essa conversa com o Gustavo e o presidente e chegaram nesse acordo”, explicou.

Aos 34 anos, o meia vai defender o 17º clube na carreira. Em 2013 com o Sport e em 2017 no Internacional, conquistou o acesso da Série B para a elite do futebol nacional e conhece bem as dificuldades da competição.

“A Série B é um termo de mais pegada e algumas formas você pega um gramado não é os mesmos e pega alguns campos que não são bons então você tem que se adaptar muito rápido. Foi assim quando joguei no Sport e quando joguei no Internacional. Eu gosto de toda hora participar do jogo e a maior dificuldade é o poder de marcação do adversário e tentar participar da partida mais vezes”, reiterou.

No Campeonato Paulista, Camilo marcou cinco gols e teve duas assistências para gols atuando como camisa 10. O jogador ainda não teve uma conversa com João Brigatti, mas afirmou que vai colaborar com o treinador da Ponte.

“Na próxima semana o Brigatti deixou bem claro que vai conversar com os jogadores individualmente para ter esse relacionamento mais próximo e saber de cada um e vamos ter uma definição. Eu estou aqui para ajudar a Ponte Preta. Eu gosto de ser o meia central, mas faço o terceiro homem também na trinca de volantes ou senão eu jogo aberto dependendo da equipe adversária. Hoje é vice jogar em cima dos pontos do adversário”, continuou.

O quesito entrosamento não deve ser problema. Além de Roger, Camilo já atuou com vários jogadores do atual elenco. Porém o camisa 9 da Macaca teve papel importante para ajudar a convencer o meia para acertar com a Ponte.

“O Roger teve uma influência sim, a gente praticamente em todos os clubes estava junto, nossas famílias sempre estão junto. Conheço outros jogadores que atuaram comigo também como o Apodi, o Yuri no Botafogo, o Ernandes que estava comigo no Mirassol e o Luisão também jogou comigo no Cruzeiro. O que ele (Roger) me passou foi tranquilidade. A gente jogador sempre acontece isso, quando a gente vai para um novo clube a gente procura saber para a gente ter o maior número de informações e ele foi super tranquilo em relação a isso. É um cara que conhece a cidade e que conhece o clube mais do que ninguém é me passou toda a tranquilidade”, finalizou.

Reportagem de Antonio Luppi | Foto de Vitor Silva (Botafogo)

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