O Guarani está sofrendo com dificuldades para regularizar a situação salarial do elenco. A promessa do Conselho de Administração era que os vencimentos seriam regularizados após a liberação da guia na Justiça do Trabalho.

“A promessa era do valor ser depositado até hoje (sexta-feira), mas não foi. Tem jogador até saindo do grupo de jogadores”, relatou um dos atletas em contato com a reportagem.

Na última quarta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, Ricardo Moisés havia dito que o deadline era ontem. “Na data de quinta-feira os salários dos jogadores serão regularizados. Como a gente sempre faz na segunda quinzena, os pagamentos em dia também”, afirmou na quarta-feira.

Em contato com a reportagem, às 18h15, o presidente Ricardo Moisés esclareceu o atraso. “Existia sim essa promessa e os valor pertence ao Guarani. Estamos aguardando a liberação junto com a Caixa Econômica Federal e devido a alta demanda de processos judiciais esse prazo pode levar até 10 dias. Os recursos são do Guarani e serão utilizados”, respondeu sobre o protesto dos jogadores.

Além dos atletas, a diretoria bugrina também busca se organizar para o pagamento dos salários dos funcionários. “Nós temos a previsão do pagamento aos funcionários na próxima semana”, completou Moisés.

O Guarani trabalha nos bastidores para contar com o valor mensal de R$ 350 mil do Grupo Magnum ou parte desta parcela para driblar as dificuldades financeiras durante o período de paralisação do futebol.

“É um momento no qual você teria de buscar outros parceiros. Você não tem como fazer venda de jogadores ou mais patrocínios na atual situação”, finalizou o dirigente ao microfone da RB 1170.

Reportagem de Júlio Nascimento | Foto de David Oliveira (Guarani FC)

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