Guarani vira o dérbi, quebra tabu e fica confortável no Paulista

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Foto: Álvaro Júnior/Pontepress

O Guarani foi buscar uma suada virada no Brinco de Ouro. Depois de sair perdendo por dois a zero no primeiro tempo (gols de Alisson e Roger), o Bugre foi buscar a virada na etapa final (gols de Todinho, Juninho e Thallyson). Em uma noite inusitada, com o Brinco de Ouro vazio por determinações causadas para prevenir o Coronavírus, com torcedores bugrinos do lado de fora em uma grande confusão com a polícia e dois tempos distintos, o Guarani quebrou um tabu: há quase oito anos os alviverdes não derrotavam a maior rival. Desde abril de 2012 o Bugre não conseguia um resultado positivo sobre os alvinegros.

Com a derrota, a Ponte segue na zona de rebaixamento, com 7 pontos. O Guarani se mantém no segundo lugar do Grupo D. Os dois times, assim como todas as equipes que disputam alguma divisão do Paulista, aguardam a evolução dos acontecimentos causados pelo Coronavírus para saber quando voltam a campo e se o Estadual ainda irá prosseguir em 2020.

O JOGO

O jogo começa com poucas emoções. O Guarani toca mais a bola, mas não chega efetivamente ao ataque. Os times não conseguem finalizar em gol em uma partida tecnicamente fraca em seu início.

A primeira grande chance é da Ponte. Ela sai aos 18 minutos: Zanocelo tabela com Roger e chuta forte de fora da área. A bola explode na trave.

Um jogo com mínimas chances e pouca inspiração. Os portões fechados pareciam contagiar a qualidade da partida. A única boa oportunidade bugrina no primeiro tempo sai aos 39 minutos num bom chute de Giovanny que Ivan salva.

Quando parecia que a primeira metade do dérbi terminaria sem gols, eles vem em dose dupla. Aos 41, depois da cobrança de escanteio, Alisson sobe alto sem marcação e manda pro fundo das redes. Aos 44, Romércio coloca a mão na bola dentro da área. Pênalti que Roger não desperdiça, dois a zero.

Foto: Álvaro Júnior/Pontepress

O Guarani reinicia a partida da mesma forma: tentando valorizar a posse de bola, mas sem conseguir dar trabalho à defesa pontepretana. Aos 10 minutos, o Bugre diminui. Depois do cruzamento, bate rebate na área, até a bola chegar em Lucas Crispim que manda uma bicicleta (em posição de impedimento). A bola ainda toca em Todinho antes de entrar.

O Guarani tenta colocar pressão, enquanto a Ponte procura liquidar a partida em contra-ataque. Pelo Bugre, aos 26, Pablo cruza da direita e Thallyson aparece na segunda trave pra mandar de primeira, mas a bola sai.

A Macaca responde. Bruno Rodrigues rola para João Paulo que pega de primeira e Jefferson Paulino manda pra escanteio. Depois, Roger tem espaço para mirar no ângulo e a bola sobe.

Mas o Guarani mostra um bom jogo coletivo no lance seguinte e busca o empate. Depois de boa troca de passes, Thallyson vai a linha de fundo e cruza. Juninho aparece livre e manda uma bomba para deixar tudo igual.

O jogo fica igual nos minutos finais. O Guarani parece mais inteiro fisicamente, mas a Ponte chega com mais perigo. Aos 43, a bola chega em Thallyson, que emenda um belo chute, no canto sem chances para Ivan, era a virada alviverde.

A partir daí, a Ponte não tem mais forças e o Guarani segura a vantagem e comemora os 3 a 2.

GUARANI X PONTE PRETA

Campeonato Paulista – 10ª rodada

Data: segundaa-feira, 16 de março

Horário: 20 horas

Local: Estádio Brinco de Ouro – Campinas

Árbitro: Salim Fende Chavez

Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira

Público: portões fechados por determinação do Ministério Público e Prefeitura de Campinas para conter pandemia do Coronavírus

Cartões Amarelos: Yuri, Zanocelo, Roger, João Paulo, Pablo, Romércio

Cartão Vermelho: Roger

Gols: Alisson, 41 minutos 1º tempo; Roger, 45 minutos 1º tempo; Junior Todinho, 10 minutos 2º tempo; Juninho, 35 minutos 2º tempo; Thallyson, 43 minutos 2º tempo

GUARANI: Jefferson; Cristovam (Rafael Costa), Leandro Almeida, Romércio e Thallyson; Eduardo Person (Marcelo), Lucas Abreu, Lucas Crispim e Giovanny (Juninho); Pablo e Junior Todinho. TÉCNICO: Thiago Carpini

PONTE PRETA: Ivan; Jeferson, Alisson, Trevisan e Yuri (Cléber Reis); Dawhan, Bruno Reis (Apodi), Zanocelo e João Paulo; Alisson Safira (Bruno Rodrigues) e Roger. TÉCNICO: João Brigatti

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