Guarani sustenta Louzer após derrotas, mas vê crescer pressão por mudança

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Foto: Gabriel Ferrari/Guarani Press

por júlio nascimento

ESPEL ELEVADORES

O Guarani não pretende demitir o técnico Umberto Louzer. A avaliação inicial da direção é que o time tem mostrado rendimento regular na maioria dos jogos e a saída de peças importantes pesou na falta de resultados do momento. No entanto, a pressão nos bastidores do clube é grande e pode se tornar insustentável com a aproximação do Dérbi 192, no próximo mês, contra a Ponte Preta.

Segundo apurou a reportagem do Portal CB, há inúmeros vozes no ambiente interno do Brinco de Ouro que pedem mudança não só na comissão técnica, mas no departamento de futebol. Com aproximação da terceirização do futebol, vários movimentos políticos que antes faziam parte da base aliada à gestão estão mudando de lado de olho numa troca de comando.

Em meio a este turbilhão político, os dirigentes são bombardeados de opiniões. Dos pedidos de demissão sumária de Umberto Louzer à queda de Luciano Dias, superintendente de futebol. Todo tipo de pressão, seja interna ou até pública, afetam o Bugre.

A torcida, por sua vez, mostra-se totalmente insatisfeita. As principais cobranças estão relacionadas a manutenção de Edson Silva na equipe titular, além das contratações de jogadores que não renderam, como o caso do goleiro Oliveira.

No entanto, a direção do Guarani não pretende trocar o comando imediatamente. O rendimento nas partidas contra Oeste e Coritiba mostraram evolução. O entendimento da alta cúpula bugrina é que os dois últimos jogos, contra Figueirense e Paysandu, foram marcados pelos erros individuais e pontuais.

Pesa contra a demissão, ainda, a semana em que tal pressão está inserida. O Guarani segue se movimentando no mercado, sem tempo para treinamentos e a troca de treinador poderia ter reflexo amplamente negativo. A lição é de 2017, quando o Bugre demitiu Vadão e viu Marcelo Cabo e Lisca brigando contra o rebaixamento até a última rodada. Por outro lado, uma derrota para Brasil de Pelotas ou Londrina, dois postulantes ao rebaixamento, pode tornar a situação insustentável.

 

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