Férias coletivas, redução salarial e contratos vigentes: a propostas dos clubes para os atletas durante a paralisação

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Foto: divulgação/CBF

O período de paralisação do futebol brasileiro como forma de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus afetou o futebol brasileiro. O calendário foi suspenso, jogadores foram para casa e preocupações sobre as finanças foram instauradas.

Uma das preocupações dos atletas, como antecipou o Sindicato dos Atletas Profissionais, envolve o pagamento de salários e os contratos que estão na fase final. Muitos clubes arrecadam através das bilheterias e/ou de patrocinadores que estão sendo afetados diretamente pela quarentena em todo o Brasil.

Na noite de ontem, a Comissão Nacional dos Clubes enviou uma proposta para a Federação dos Atletas com medidas e ações durante o período de paralisação. A entidade que representa os clubes das séries A, B, C e D propôs férias coletivas a partir de abril, além de 10 dias de férias entre o fim de 2020 e início de 2021 e redução de 25% nos salários dos jogadores. A CNC confirmou que o pagamento de março será feito integralmente.

A Comissão Nacional dos Clubes espera a resposta da Fenapaf em até 48h, mas os clubes já estão liberados a darem férias coletivas aos jogadores, de acordo com a Medida Provisória.

Em relação aos contratos isso será tratado individualmente nos clubes. A Ponte Preta tem apenas o senegalês Papa Faye em reta final de vínculo. Já o Guarani precisará tratar a renovação com Jefferson Paulino, Cristovam, Bruno Silva, Júnior Todinho, Thallyson e outros atletas.

Confira as propostas:

SOBRE FÉRIAS
Férias Coletivas de 20 dias a todos os atletas, no período compreendido entre os dias 1 de abril e 20 de abril de 2020, com pagamento integral no quinto dia útil do mês subsequente ao gozo das férias e o 1/3 constitucional a ser pago no mês de dezembro de 2020, de modo que os clubes – e somente eles – arcarão integralmente com a manutenção das atividades futebolísticas durante tal período.

SOBRE FIM DE ANO
Garantia aos atletas do período de 10 dias restantes de férias no final do ano de 2020 ou no início de 2021, adequadas ao calendário que se desenhará após o retorno da paralisação.

SOBRE REDUÇÃO SALARIAL
Redução da remuneração dos atletas em 25% durante o período da paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior.

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