O dérbi campineiro é naturalmente tenso e por muitas vezes se torna uma bomba-relógio para os árbitros. A CBF tem optado por escalar nomes com experiência e segurança nos clássicos da Série B: Raphael Claus, Anderson Daronco, Leandro Pedro Vuaden, Heber Roberto Lopes e Ramon Abatti Abel foram alguns dos últimos escalados para estes jogos.

O dérbi 201 foi responsabilidade de Marcelo de Lima Henrique. O árbitro de 50 anos gerou certa insegurança tanto do lado alvinegro como alviverde, mas fez uma partida segura e discreta – como se espera em um jogo de tamanha importância como ´o dérbi.

Marcelo de Lima Henrique teve acertos importantes que ajudaram na condução do dérbi.

O primeiro foi a rapidez na punição para evitar dificuldade na condução do jogo. Logo nos primeiros minutos, Cleylton deu uma entrada forte em Bruno Sávio e recebeu cartão amarelo praticamente na primeira jogada de ataque.

O árbitro não quis contemporizar e mostrou rapidamente que tinha o controle do jogo. Outros dois cartões (para Rayan e Mateus Ludke) também foram aplicados corretamente.

O segundo ponto foi a pouca brecha para diálogo e discussões ao longo das partidas. O árbitro carioca buscou acelerar o jogo sempre que possível e conseguiu até diminuir a média de faltas dos clássicos recentes.

Os dérbis costumam ultrapassar a média das 40 faltas em 90 minutos, mas a edição 201 registrou 33 (17 para o Guarani contra 16 da Ponte Preta).

Marcelo de Lima Henrique também não utilizou o árbitro de vídeo, não foi citado em nenhuma das duas entrevistas coletivas dos treinadores e saiu como vencedor do Moisés Lucarelli para recuperar moral dentro da CBF pela boa atuação.

Foto de Thomaz Marostegan/Guarani FC

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