Exclusivo! Conheça a fundo as propostas de Magnum/Asa nas palavras de Roberto Graziano

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Roberto Graziano esteve pessoalmente no estúdio da RB 1170

Em poucos dias, o Guarani vai definir o futuro da cogestão tão planejada pela atual diretoria alviverde. Dois grupos estão de olho na administração do clube: Magnun/Asa e Nenê Zini Traffic/Grupo Rima/ Elenko. Os associados, que vão votar em assembléia no dia 13 de agosto, também terão a opção de escolher para que não haja uma cogestão e os dirigentes continuem administrando o Guarani sem interferências externas.

A Rádio Bandeirantes realiza entrevistas com os dois personagens desta disputa. Nesta quinta-feira (09/08), o empresário Roberto Graziano, dono da Magnum e que representa o grupo Magnum/Asa concedeu entrevista exclusiva no programa Bandeirantes Esportiva, apresentado por Carlos Batista.

Graziano confirmou que o tempo de contrato de parceria com o Guarani terá duração de 5 anos, podendo ser estendido em caso de sucesso. De toda a receita arrecadada com o futebol, 10% será destinado ao Guarani e 90% fica com os empresários. Nas decisões do departamento, as 3 partes (Guarani, Asa e Magnum) terão igual peso.

Caso assuma o comando, Graziano afirma que a folha salarial do elenco seria proporcional às receitas do futebol, mas ele garante que ainda este ano aumentaria os gastos com salários de jogadores, inclusive contratando mais reforços. A ideia é trazer até cinco jogadores antes do término das inscrições para a Série B de 2018. Mas ele negou que haja mudanças na comissão técnica ou no cargo diretivo de Luciano Dias.

As categorias de base terão um esforço especial. De acordo com o empresário, o Bugre terá importantes investimentos nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. Além disso, ele defende a transparência total de informações entre parceira, conselheiros, associados e membros do CA.

Graziano disse que, no contrato, haverá uma cláusula que, em caso de rebaixamento, no ano seguinte será feito o mesmo investimento mesmo em uma divisão inferior (estima algo em torno de R$ 10 a 12 milhões se o time cair para a Série C). Se o sucesso acontecer (acesso à Série A), o contrato será prolongado por mais 5 anos.

O empresário negou que os funcionários do clube (exceto futebol) seriam desligados. Pelo contrário, o Grupo Asa/Magnum ajudaria o Guarani a pagar os salários destas pessoas.

O empresário, que já arrematou o Brinco de Ouro para o pagamento das dívidas trabalhistas, confirmou que este processo na Justiça do Trabalho com a juíza Ana Cláudia Torres Viana está em fase final de negociações das dívidas (falta cerca de R$ 1 milhão). No entanto, o clube ainda tem 20 milhões de reais em dívidas cível e outros 20 milhões em processos trabalhistas que apareceram posteriormente ao leilão do Brinco.

Graziano disse que já começou a analisar e visitar terrenos na região para procurar um local para a construção da nova Arena do Guarani. Com relação ao terreno que hoje abriga o Brinco de Ouro, Horley acredita que ainda deve demorar um bom tempo para qualquer execução de projeto. Ele estima que só as aprovações na Prefeitura vão levar ao menos um ano. A ideia é que, no local, seja construído um Shopping (nos moldes do Shopping Cidade Jardim em São Paulo), torres residenciais e comerciais, um hotel, além de centro de convenções. “Empreendimento que mudaria a cara da cidade. Campinas merece isso”.

O nome do ex-presidente Horley Senna também foi pauta da entrevista. Horley tem feito acusações de que pessoas ligadas à Graziano pagaram mensalidade atrasadas para ganhar votos de associados. “Vindo do Horley se pode esperar tudo (…) não tenho que pagar, é só olhar a enquete (realizada no Jogo Aberto Regional da tela da Band) para ver quantos votos a favor e contra”.

Confira, a seguir, o áudio da entrevista na íntegra:

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