Após especulações envolvendo um suposto movimento nos bastidores de Roberto Graziano para não ter mais obrigatoriedade de construção de uma arena para o Guarani, acordo selado na Justiça de Trabalho desde novembro de 2016, o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Galli, rechaçou a hipótese disso ocorrer em Assembleia Geral.

“Eu não tenho informação nenhuma sobre esse movimento nos bastidores do Guarani. Eu não tive nenhum conhecimento ou fui consultado sobre essa possibilidade. Isso também não passou pela Comissão Imobiliária e nem pelo Conselho Deliberativo que é quem convoca a Assembleia”, explicou Galli em entrevista à Rádio Bandeirantes.

O presidente do Conselho Deliberativo, também integrante da Comissão Imobiliária, ressaltou que convocar uma reunião para esse tipo de debate seria desrespeitar um acordo na Justiça que foi selado para beneficiar o próprio clube.

“Eu tenho um compromisso com a torcida e sócios do Guarani. Eu nunca convocaria uma Assembleia desta porque seria descumprir algo que foi selado na Justiça do Trabalho. Eu só convocaria uma reunião dessa se fosse para seguir o estatuto. Neste caso a maioria dos membros precisaria pedir a Assembleia, mas tenho plena convicção que isso não vai ocorrer via Conselho Deliberativo ou do Conselho fiscal”, explicou.

Um outro caminho seria um pedido de mais de 100 sócios para tornar essa pauta oficial, mas Galli explica que mesmo em caso de uma improvável mudança de cenário o que prevaleceria seria o que está acordado judicialmente – no caso a obrigatoriedade da construção da arena como forma de pagamento do leilão do Brinco de Ouro.

“Mesmo se essa Assembleia ocorresse, o que eu acho quase impossível, ela não teria valor perante ao que foi decisivo na Justiça do Trabalho. O imóvel foi colocado como garantia para futuro credores e mudar isso seria absolutamente ineficaz”, comentou.

Marcelo Galli também falou sobre a importância da manutenção de harmonia no ambiente político diante ao planejamento do Guarani na Série B.

“Nós sabemos de quais pessoais essas especulações acabam surgindo e infelizmente sempre em um momento positivo do Guarani dentro de campo. É claro que o investidor acharia essa hipótese positiva porque ele teria uma possibilidade maior de lucro em toda situação. Mas eu prevejo que é algo que impossível justamente pelo papel da Justiça do Trabalho”, encerrou.

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