Entenda a nova crise política do Guarani

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Foto: Guarani FC

A semana do Guarani começou conturbada após a derrota no dérbi 194 contra a Ponte Preta. Dentro de campo o discurso é de página virada e concentração para a partida contra o Vila Nova, sexta-feira, na briga direta contra a zona de rebaixamento.

ESPEL ELEVADORES

Mas politicamente novos capítulos serão escritos no decorrer dos próximos dias.

Um movimento da oposição, liderado pelo grupo Hoje e Sempre Guarani, prepara um documento com mais de 30 páginas apresentando supostas irregularidades na gestão do presidente Palmeron Mendes Filho e do Conselho de Administração.

Um dos principais oposicionistas ao atual comando bugrino, o ex-presidente Horley Senna confirmou ao Portal CB que o pedido de impeachment está sendo estudado nos bastidores do Brinco de Ouro. “Não é pelo dérbi em si, mas por irregularidades apresentadas na gestão desde o balanço até utilização de funcionários em escritório particular”, explicou.

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, Palmeron se comprometeu às vésperas da eleição para o Conselho Deliberativo que pediria afastamento caso Senna não vencesse o pleito contra Marcelo Galli, o que não ocorreu. A informação foi negada pelos atuais dirigentes do clube.

“Desconheço”, respondeu Palmeron ao ser questionado sobre ter sido aconselhado a sair do comando do Conselho de Administração. “A possibilidade do pedido de impeachment procede. É uma convicção política e não posso falar em oportunismo. É um pedido justo de quem se opõe ao atual Conselho de Administração. Eles têm o direito de discordar da administração”, completou.

Em março, o grupo Hoje e Sempre Guarani recolheu mais de 100 assinaturas para solicitar uma Assembleia Geral que discutisse a situação política do clube, mas a transição dos conselhos Deliberativo e Fiscal adiaram o debate.

O pedido de impeachment não é exclusivo ao presidente Palmeron Mendes Filho, mas se estende aos demais integrantes do Conselho de Administração. De acordo com informações do repórter Marcos Luiz, da Rádio Bandeirantes, o desejo da oposição é que o Conselho Deliberativo assuma provisoriamente a presidência e uma eleição seja antecipada para dezembro.

(por Júlio Nascimento)

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