Ele é o terceiro que mais comandou! Vadão completa 200 jogos à frente do Bugre

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Vadão tem mais de 51% de aproveitamento nos 199 jogos à frente do Guarani

Quando começar a comandar o Guarani no jogo desta terça diante do Luverdense, Vadão vai completar 200 jogos à frente do clube. O que pouca gente sabe é que o hoje consagrado treinador tem uma história ainda mais longa com o Bugre. Em 1974, ele começou a carreira como jogador, meia-esquerda mais precisamente, nas categorias de base do Bugre. O atleta Vadão não teve tanto relevo com a bola nos pés.

ESPEL ELEVADORES

Mas, como estrategista, o destaque veio logo no primeiro trabalho em 1992 no Mogi Mirim, que atendia pelo nome de Carrossel Caipira. O segundo clube do técnico Vadão já foi o Guarani, em 1995. Começava ali uma trajetória que está na quinta passagem. O início foi curto, só seis jogos. Em 1997, Vadão voltou ao Brinco para tentar salvar o bugre do rebaixamento no Brasileiro. Uma combinação de resultados improvável e vitórias impensáveis aconteceram e Oswaldo Alvarez virava o grande milagreiro alviverde.

A terceira passagem foi mais de dez anos depois. Em 2009, Vadão tinha a missão de reerguer o time que vinha de um rebaixamento para a Série A2 do paulista. Montou um time às pressas pra Série B. Melhor impossível. O Bugre fez um Brasileiro quase perfeito e garantiu o retorno à Série A do nacional.

Três anos depois, Vadão voltava ao Brinco de Ouro. Em meio a problemas de bastidores envolvendo a presidência do clube, poucos acreditavam numa boa campanha no Paulistão. Vadão acreditou, recuperou atletas, lançou Bruno Mendes e conquistou o vice-campeonato Paulista.

Vale lembrar que o técnico também tem o rótulo de Mister Derbi. Ele nunca perdeu um clássico entre Guarani e Ponte. Não importa o lado. Quando Oswaldo Alvarez está no banco, a derrota nunca aconteceu.

A relação com Campinas é tão íntima que antes de servir a seleção feminina brasileira, ele estava na Ponte. E, quando veio a demissão da CBF, ele voltou pra Campinas, ficou em casa alguns meses e voltou pra outra casa, o Guarani. De campanha desacreditada na série A2, Vadão fez o torcedor voltar a sonhar. Só que o acesso não veio. E Vadão não desistiu do time. Usou praticamente os mesmos titulares, recuperou a confiança do elenco e fez um início de Série B inacreditável, liderando a competição e tornando o acesso algo possível.

Estrategista, de conversa fácil, impossível não guardar um carinho especial por Vadão. Difícil encontrar um jogador que não gostou de trabalhar com o treinador. Os times de Oswaldo Alvarez podem não ser perfeitos, mas o Vadão é um mestre de vestiário, controla o elenco, administra bem os egos e cria laços importantes entre as peças do elenco.

Com a imprensa, uma relação sempre de muito respeito e amizade. Conversar com Vadão é aprender um capítulo sobre futebol por dia e compartilhar de resenhas inimagináveis com os medalhões do futebol atual.

Parabéns Vadão! Que a sua quinta trajetória pelo Brinco de Ouro lhe renda mais um acesso no currículo.

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