Da esq. p/dir.: Neneca, Edson, Mauro, Gomes, Miranda e Zé Carlos. Abaixo: Capitão, Renato, Careca, Manguinha e Bozó.

Treze de agosto de 1978. Há exatos 42 anos, o Brinco de Ouro assistia a um feito inédito até hoje: pela primeira e única vez na história um time do interior do Brasil conquistava o título de Campeão Brasileiro.

A vitória por um a zero sobre o Palmeiras, com um gol de Careca no primeiro tempo, foi o último ato de uma conquista que teve capítulos memoráveis, como a vitória por 3 a zero sobre o estrelado Internacional em Porto Alegre, ou a invasão bugrina ao Morumbi no primeiro jogo da final.

Confira, a seguir, uma reportagem especial sobre o esquema tático, e os detalhes daquele estrelado time. A matéria foi ao ar na Rádio Bandeirantes AM 1170, no programa especial de comemoração aos 42 anos do Título:

ESPECIAL 42 ANOS TÍTULO GUARANI

Passados 42 anos, os heróis daquela conquista estão eternizados. A seguir, você confere um breve resumo dos principais personagens do título:

Neneca: goleiro, um dos mais experientes do elenco. Faleceu em 2015 em Londrina.

Mauro: lateral-direito, chegou a ser convocado para a seleção brasileira na década de 70. Tinha o apelido de Mauro-Cabeção. Morreu assassinado em 2004.

Gomes: zagueiro, apesar de jovem (23 anos), mostrava segurança defensiva e força ofensiva pelo alto. Aposentado, mora em Conchal.

Edson: zagueiro, capitão do time na final, foi quem ergueu a taça de campeão, no vestiário do Estádio Brinco de Ouro. Mora em Ceres, Goiás, e trabalha como treinador de futebol.

Miranda: lateral-esquerdo, tinha como principal característica descer rápido ao ataque e recompor com eficiência na defesa. Aposentado, mora em Contagem-MG.

Zé Carlos: principal volante do time, era também um dos mais experientes do elenco. Faleceu dois meses atrás em Belo Horizonte.

Manguinha: reserva imediato no meio campo, substituiu Zenon, que estava suspenso da final contra o Palmeiras. Também conquistou o título paulista de 86 com a Inter de Limeira. Mora em Bragança Paulista, onde tem uma escolinha para formar jogadores.

Zenon: meia e camisa 10 do time, um dos artilheiros da equipe no Brasileirão com 13 gols. Era o dono das bolas paradas, dos golaços e dos lançamentos. Fixou residência em Campinas na década de 90 e hoje trabalha como comentarista.

Renato: meia imprescindível para o esquema de Carlos Alberto Silva, rápido, eficiente e de passes inteligentes, esteve na Copa de 86 e hoje é o coordenador das categorias de base do Guarani.

Capitão: atacante, jogava pelo lado direito. Rápido e eficiente, encontrou entrosamento perfeito com Careca. Aposentado, mora hoje em Ribeirão Preto.

Careca: atacante, tinha apenas 17 anos quando conquistou o Brasileirão. Autor do gol da final, brilhou no São Paulo, na Itália e, por muitos anos, foi o principal atacante da seleção brasileira. Hoje vive em Campinas.

Bozó: atacante pelo lado esquerdo, tinha como principal virtude o fôlego muito bem preparado. Era um jogador operário, que ajudava nas investidas ao ataque, mas também fazia a recomposição no meio campo. Trabalha como professor no Projeto Buginho no estádio Brinco de Ouro.

Carlos Alberto Silva: técnico, ganhou projeção no futebol nacional no Guarani. Depois, treinou quase uma dezena de clubes no país (entre eles os 4 grandes de SP), chegou à seleção brasileira no final da década de 80 e, além de Careca, também revelou Ronaldo Fenômeno para o futebol mundial. Faleceu em 2017 na cidade natal, Belo Horizonte.

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