Eli Carlos foi um comentarista de muita precisão na análise do jogo. Humilde desde os tempos de jogador, o ex-atacante e técnico respeitava todas ideias sobre futebol, mas argumentava com facilidade sobre suas convicções e compartilhava com seus ouvintes todos conceitos nas transmissões da Rádio Bandeirantes.

Criada pelo âncora Edu Pinheiro, impulsionada por Carlos Batista, a vinheta “E aí, Eli?” é uma das mais emblemáticas da história. Em todo lugar que Eli visitava e era reconhecido era certo que ouviria a pergunta.

E aí? Eli?

Eli compartilhou dos microfones da Rádio e TV Bandeirantes durante o período de 10 anos atuando como comentarista esportivo. Seus bordões caíram no gosto popular dos torcedores de Campinas.

O Portal CB relembra alguns deles.

“O jogador está com a senha”
Se referia quando um atleta do banco de reservas estava pedindo espaço na equipe titular com boas atuações.

“O certo é o que dá certo”
Muitas coisas que os analistas julgavam que eram erradas acabavam dando certo.

“O problema do jogador ruim é que uma hora tem que usar”
A frase descontraída se referia aos jogadores contestados que estavam no plantel.

“O futebol é um antes da bola rolar, um com a bola rolando e outro depois da bola rolar”
Se referia aos diversos modos de analisar e valorizar determinada partida.

Eli Carlos morreu na última sexta-feira, aos 66 anos, no Hospital Irmãos Penteado, em Campinas. Irmão de Silas, ídolo do São Paulo, mas atacante com grandes passagens pelo estado de São Paulo e Rio de Janeiro, contribuiu na crônica esportiva como comentarista, além da carreira de dirigente e técnico.

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