Duas notícias para preocupar o presidente do Guarani

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por júlio nascimento

O presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, já havia ligado o sinal de alerta com o rendimento do time dentro de campo. Derrotas na Copa do Brasil (que custou a eliminação) e no Campeonato Paulista para o Santos. Mas notícias dos bastidores do clube também não são animadoras para o dirigente.

A primeira é que mais um atleta do grupo do ano passado entrou com processo judicial para cobrar R$ 77 mil do clube. De acordo com informações divulgadas pelo GloboEsporte, o zagueiro Fabrício, atualmente no futebol mexicano, cobra salários e benefícios trabalhistas atrasados de 2018. Ele seguiu o mesmo caminho de Guilherme e Pará, que também estão com o processo em andamento.

“Nós lamentamos a atitude do atleta porque não é novidade para ninguém que o Guarani não conseguiu pagar o salário de novembro e a rescisão dos jogadores que não permaneceram. Infelizmente fomos prejudicados pelo não pagamento das últimas cotas da Série B e estamos buscando uma solução definitiva para todos. O Fabrício e mais dois jogadores infelizmente não esperaram. Mas estamos em contato com o Sindicato dos Atletas para resolver ambas situações”, disse Palmeron em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas.

A segunda notícia negativa para Palmeron e a situação é do pedido indeferido da chapa Nova Jornada para participar da eleição do Conselho Deliberativo. A Justiça Comum de Campinas não aceitou o recurso para o grupo participar do pleito do próximo dia 11.

“Decisões judicias não são comentadas, mas comemoradas ou questionadas. A Chapa Nova Jornada irá preparar um novo recurso e com toda certeza esse não foi o capítulo final. Temos total certeza da legalidade da inscrição do nosso grupo e esperamos uma nova decisão judicial através de um recurso”, explicou Palmeron.

“Assim, por não reunir o número mínimo de candidatos aptos, não houve a homologação da chapa “Nova Jornada” pela Comissão Eleitoral, no que agiu em consonância com o previsto no Estatuto Social. Em consequência, os elementos de convicção não evidenciam a probabilidade do direito invocado. De outro lado, não é possível entrever-se, de forma induvidosa, a alegada parcialidade do presidente da Comissão Eleitoral. As atas de reunião e deliberação, notadamente aquela em que não se homologou a chapa “Nova Jornada” (fls. 153/158) e em que se reapreciou a questão (fls. 159/163), foram subscritas por todos os membros da Comissão Eleitoral, a presumir que houve deliberação em conjunto por todos os membros”, assinou o texto o juiz responsável pela decisão.

Sendo assim, o Conselho Deliberativo deve ficar sob posse de uma das chapas de oposição que estão na briga. As chapas Renova Guarani e Hoje Sempre Guarani estão homologadas. A Nova Jornada ainda depende de um novo recurso para participar.

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