Dérbi decisivo e vice-campeão Paulista em 2012

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O ano de 2012 começou cheio de incertezas no Guarani. Depois do impeachment do presidente Leonel Martins de Oliveira no final do ano anterior, Marcelo Mingone assumiu o comando do clube e montou um time às pressas, juntamente com o técnico Oswaldo Alvarez.

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A campanha bugrina no Paulistão chamou a atenção desde o início. Nas 10 primeiras rodadas, 7 vitórias, 1 empate, 2 derrotas e um aproveitamento de mais de 73%.

O desempenho do Guarani continuou regular durante toda a primeira fase do Estadual. Passadas as 19 rodadas do turno único, o Bugre foi o melhor time do interior: quarta colocação com 36 pontos (11 vitórias, 3 empates e 5 derrotas). O time só ficou atrás de Corinthians, São Paulo e Santos.

Como 8 equipes se classificaram para as fases finais, o Bugre garantiu o direito de jogar em casa a única partida das quartas de final diante do Palmeiras, time que teve a quinta melhor campanha da primeira fase.

No dia 22 de abril de 2012, o Guarani recebeu o Palmeiras em um jogo que teve emoções no segundo tempo. Aos 5 minutos, Fumagalli fez uma de suas pinturas: um gol olímpico. Dois minutos depois, Fabinho ampliou e encaminhou a classificação.

Mas o jogo seria nervoso até o fim porque logo em seguida Marcos Assunção descontou para os palmeirenses. Nos acréscimos, Fabinho pelo Bugre e Henrique pelo Palmeiras, fecharam o placar em 3 a 2 Guarani. O time de Vadão estava classificado para a semifinal do Paulistão.

O adversário da fase seguinte era o maior rival. A Ponte Preta surpreendeu o Corinthians (que foi líder da primeira fase) no Pacaembu. Era um dos Dérbis mais importantes da centenária história do confronto.

Como o Guarani teve melhor campanha, conquistou o direito de jogar no Brinco de Ouro a semifinal. O Bugre saiu atrás do marcador: Caio fez o gol pontepretano aos 39 do primeiro tempo.  Mas a etapa final foi surpreendente para os comandados de Vadão. Sem poder contar com o craque do time, Fumagalli desde os 28 minutos do primeiro tempo, o treinador bugrino apostou em Medina para seguir no jogo. E ele virou uma daquelas lendas do Dérbi. Depois do empate de Fábio Bahia logo no início da etapa final (8 minutos), Medina anotou dois gols. O Guarani vencia o Dérbi e ainda estava garantido na grande decisão do Paulista de 2012.

O adversário era o Santos, que havia vencido Mogi Mirim e São Paulo nas fases eliminatórias. A equipe da Vila Belmiro era favorita e tinha no elenco jogadores experientes como o volante Arouca e o goleiro Aranha, além de Paulo Henrique Ganso e Neymar somados ao comando de Muricy Ramalho.

A decisão do campeonato foi em duas partidas. Um acordo entre as diretorias selou que os dois jogos seriam no Estádio do Morumbi, em São Paulo. No primeiro jogo, o Santos já adiantou o título com uma boa vitória por três a zero, gols de Paulo Henrique Ganso (1) e Neymar (2).

O jogo final foi mais emocionante porque Alan Kardec fez um a zero Santos logo no primeiro minuto. Fabinho devolveu a esperança aos bugrinos ao empatar 3 minutos mais tarde. O jogo seguiu equilibrado com mais um gol pra cada lado no primeiro tempo: Neymar pelo Santos e Bruno Mendes pelo Guarani. Mas o Santos, que até poderia perder por 2 gols de diferença, confirmou mais um título paulista com gols de Neymar e Alan Kardec no segundo tempo.

O Guarani ficava com o vice-campeonato Paulista numa campanha que marcou ídolos como Fumagalli, Fabinho, Danilo Sacramento e Vadão.

FINAL – CAMPEONATO PAULISTA 2012

SANTOS 4 X 2 GUARANI

Local: Estádio do Morumbi – São Paulo

Árbitro: Paulo César de Oliveira

Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Vicente Romano Neto
Cartões amarelos: Buno Recife e Fábio Bahia (Guarani); Neymar, Juan e Alan Kardec (Santos)
Gols: Alan Kardec (1 min. 1º tempo e 46 min. 2º tempo); Fabinho (4 min. 1º tempo); Neymar (8 min. 1º tempo e 26 min. 2º tempo); Bruno Mendes (16 min. 1º tempo)
SANTOS: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Arouca, Ibson, Elano (Felipe Anderson) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho
GUARANI: Emerson, Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife, Ewerton Páscoa (Thiaguinho), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina (Max Pardalzinho); Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo). Técnico: Oswaldo Alvarez

 

 

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