Crise financeira da Ponte obriga reestruturação

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Diretor Financeiro da Ponte Preta, Gustavo Valio

A Ponte Preta passa por um profundo processo de reformulação nas finanças. Os problemas nos cofres alvinegros começaram a ser discutidos desde a confirmação do rebaixamento no final do ano passado e, a medida que o ano começou, foram explicitados com ações trabalhistas, reclamações de salários atrasados e diminuição nas cotas para 2018.

Na última terça (30/01), torcedores de uma organizada do time protestaram contra a falta de transparência da atual diretoria. E a primeira reunião do novo Conselho Deliberativo do clube teve como principal pauta as questões financeiras, principalmente depois que cinco jogadores do elenco do ano passado entraram na justiça: o zagueiro Fábio Ferreira, os laterais João Lucas e Fernandinho e os volantes Jean Patrick e Naldo. Juntas, as ações chegam a R$ 2,9 milhões.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o diretor financeiro da Ponte, Gustavo Valio, confirmou que desde outubro do ano passado o clube não recebeu as cotas de televisão que são pagas em dez parcelas, de janeiro a outubro. Além disso, a instituição, nos últimos três anos, teve que arcar com contas imprevistas que chegam à 23 milhões de reais.

O diretor financeiro afirmou ainda que a Ponte tem feito uma reestruturação financeira para se adequar ao ano de 2018, em que a previsão orçamentária do clube é de 18 milhões. Vale ressaltar que as pendências salarias existem apenas com os jogadores do elenco passado. Funcionários estão com salários e 13º em dia.