Com gol no dérbi, Reginaldo começa bem a trajetória na Ponte

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Zagueiro Reginaldo, de 25 anos, foi o convidado do Jogo Aberto Regional desta quarta

O dérbi campineiro foi apenas o segundo jogo de Reginaldo com a camisa da Macaca mas o jogador já deixou o nome dele na história do clube ao marcar o primeiro gol da alvinegra campineira no clássico do último sábado.

O zagueiro participou ao vivo do Jogo Aberto Regional desta quarta (09/05) a falou sobre a carreira e sobre o início de trabalho na Ponte Preta. Confira, a seguir, a entrevista:

Batista: Além do gol, você saiu de campo com uma marca do dérbi: um olho roxo. O que aconteceu?

Reginaldo: Foi num lance no início do segundo tempo com o Bruno Nazário. Eu acabei colidindo com uma cabeçada na bola, só que ele fez um gesto pra dar uma casquinha e eu acabei cabeceando a nuca dele. Logo no jogo mesmo cresceu um galo e aí, depois da partida, em casa, eu fui colocando gelo, o galo sumiu mas desceu o olho pro olho.

José Arnaldo: É tão perigoso esta história de bater a cabeça e vocês andam batendo tanto a cabeça. Você não acha que poderia ter uma proteção de cabeça?

Reginaldo: Acho que iria atrapalhar pra cabecear a bola. Nós zagueiros geralmente usamos o cotovelo pra apoiar um pouco nas costas dos atacante pra evitar também esta colisão. Mas, infelizmente neste lance eu não fiz esse movimento e acabei saindo de lá com essa marca.

Batista: Falando de você, que pertence ao Fluminense, está emprestado na Ponte Preta. Mas, é incrível, você é do Fluminense, mas não joga no Fluminense. Você já foi emprestado inúmeras vezes, acho que é a sétima vez que você sai, não é isso, pra Ponte?

Reginaldo: Eu cheguei no Fluminense depois da Copa São Paulo de 2011. Em 2012 começaram os empréstimos: eu joguei no Resende do Rio, depois eu fui pro PSTC jogar a segunda do Paranaense, Esportivo do Rio Grande do Sul no Gaúcho, Metropolitano a Série D do Brasileiro, depois eu fui pro FF Jaro da Finlândia, aí voltei em 2016, fui emprestado para o Vila, do Vila voltei pro Fluminense no ano passado, tive umas oportunidades boas, fiquei um pouco esse ano lá e vim pra Ponte.

José Arnaldo: O seu vínculo com o Fluminense vai até quando?

Reginaldo: Final do ano que vem.

José Arnaldo: O Fluminense fez um contrato longo com você, mas não te segura lá. Tem alguma explicação pra isso?

Reginaldo: Eu também confesso que fiquei muito surpreso pelo campeonato que eu fiz no ano passado. Particularmente eu acho que fiz um bom campeonato pelo meu primeiro campeonato disputando a Série A, tive 17 partidas como profissional e pude ver ali que 3 jogos deste 17, pra mim, foram ruins, mas teve 14 também que eu mantive uma regularidade, tanto que quando me machuquei contra o Coritiba eu estava liderando os desarmes da competição e depois disso eu não entendi o porquê. Acredito muito em Deus, então se ele não me quer lá esse ano, se ele me trouxe pra cá acho que tem alguma coisa pra conquistar aqui, aprender também e agregar na minha área profissional.

Carlos Henrique: Você tem um lado de preferência para jogar? Prefere lado esquerdo ou lado direito, ou tanto faz?

Reginaldo: Pra mim tanto faz. No Fluminense estava jogando mais do lado esquerdo, porque às vezes quando eu jogava com o Gum e o Renato gostam mais da direita. Aí o Henrique gostava mais da esquerda e eu jogava pela direita. Mas pra mim tanto faz.

Carlos Henrique: Você tem um lado de preferência, apesar de jogar nas duas?

Reginaldo: Se for pra escolher entre os dois, eu prefiro mais o lado direito.

Batista: Você é destro?

Reginaldo: Sim

Carlos Henrique: Porque você acha que a Ponte ganhou o dérbi?

Reginaldo: Nós trabalhamos muito a semana, o professor deu muita ênfase que a equipe do Guarani, eu assisti também alguns jogos, ela tem muita dificuldade na transição defensiva. Eles atacam em grande número, mas a recomposição deles é muito lenta. E nosso time é rápido, os 3 da frente que jogam são rápidos. Então, nós trabalhamos muito durante a semana pra explorar também este erro que o Guarani expõe muito, mas confesso que, por se tratar de um clássico, eu não esperava essa intensidade que foi o primeiro tempo, lá e cá. E também fomos felizes e pudemos sair vitoriosos.

Carlos Henrique: Evidentemente este foi o seu primeiro dérbi. Você ouviu falar muito, mas na prática foi exatamente como você pensava, ou ele é muito maior do que você pensava?

Reginaldo: Comentei com meu pai durante a semana, que se falava muito, e ouvi bastante histórias. Mas agradeço a Deus por me conceder esse convívio, de vivenciar. E ter feito o gol também ficou muito grato. E é uma coisa, falei pro meu pai depois, surreal aqui. Rivalidade fora do normal.

Batista: Sobre o gol que você marcou no dérbi, é uma jogada ensaiada por vocês?

Reginaldo: Eu comento com o Danilo (Barcelos) que este cruzamento fechado, ele tem uma batida muito forte na bola, procurar tirar entre dois primeiros homens ali do primeiro poste que facilita mais pra mim. Ele teve muita felicidade na cobrança, tanto é que eu fiz um movimento pra frente, o marcador acompanha, depois eu voltei……

Batista: E enganou o goleiro também. Porque o goleiro, quando você faz este movimento pra trás, ele não sai, fica estático embaixo dos paus.

Carlos Henrique: Chamada cabeçada de olhos abertos.

José Arnaldo: Falando agora pelo lado da defesa do Guarani. Quando um zagueiro do time adversário com 1,93 m. vai pra área, não é pra ficar fazendo gracinha na área. É claro que ele faz parte da peça ofensiva principal naquele momento. E você ali tinha um marcador atrás de você. Não devia ter alguém na frente ali não?

Reginaldo: Quem estava me marcando era o Baraka.

Batista: Muito obrigada pela sua participação (…) você tem uma leitura, é um profundo conhecedor da matéria. Continue assim que você vai longe na carreira.

Reginaldo: Obrigado pelo convite, obrigado também pelas palavras. Seu Deus quiser, nós vamos ter um futuro brilhante na carreira.