Após a derrota no dérbi 197, o Guarani segue em situação delicada na zona de rebaixamento da Série B e com o clima pesado nos bastidores do clube. O momento de pressão sobre o trabalho do departamento de futebol é grande.

O superintendente de futebol Michel Alves, elogiado no Paulistão, passa pelo seu primeiro momento de instabilidade no clube por dois aspectos: elenco em baixa e falta de reforços de qualidade.

Nomes como João Paulo, Bruno Paulo, Rafael Pin e Elias Carioca foram contratados na gestão de Michel Alves e não corresponderam.

João Paulo foi remanejado para o time sub-23, Elias Carioca se despediu do clube, Rafael Pin voltou para o banco de reservas e Bruno Paulo está no departamento médico sem perspectiva de quando poderá estrear.

Após a chegada do técnico Ricardo Catalá – que soma uma vitória em oito jogos -, o departamento de futebol conseguiu apenas efetivar a contratação do lateral Erick Daltro, ex-Náutico.

Há dificuldades da comissão técnica em pensar nas alternativas táticas, principalmente no ataque, com poucas opções de qualidade.

A falta de competividade no mercado e contratações de jogadores que desembarquem com status de titularidade causaram questionamentos internos sobre o trabalho do dirigente.

Recentemente, o Bugre fez sondagem pelo volante Marino, ex-Cuiabá, mas o atleta optou pelo projeto do Mirassol – onde vai jogar Igor Henrique após rescindir contrato com o alviverde.

A reportagem apurou que há quem defenda a substituição de Michel Alves por Sidcley Menezes ou Marcelo Barbarotti, nomes disponíveis no mercado para a função, mas o presidente Ricardo Moisés ainda não sinalizou que fará mudanças na parte diretiva ou no comando técnico que segue com Ricardo Catalá (dono de 33% de aproveitamento dos pontos disputados).

Foto de David Oliveira/Guarani FC