Por Gleguer Zorzin

O Guarani vive situação muito complicada na Série B e precisa fugir da zona de rebaixamento. Eu teria optado por um treinador experiente para colocar ordem na casa.

A diretoria apostou em permanecer com o perfil da nova geração.

A primeira tentativa foi com Thiago Carpini que executou um bom papel na primeira parte do Paulistão e depois acabou sendo demitido por não entregar os resultados. Trouxeram Ricardo Catalá e não correspondeu em oito jogos.

O nome da vez é Felipe Conceição, também da nova geração, responsável por um bom trabalho no América Mineiro recuperando o time de um momento negativo e lutando por acesso na reta final da Série B do ano passado.

Agora a missão é no Guarani. E muito mais difícil.

Sabemos que o América é um time de tradição, mas sem a mesma pressão que existe no Guarani. Conceição enfrentou no próprio Bragantino no começo do ano uma cobrança maior por resultados após um alto investimento na montagem do grupo.

Se classificou para o mata-mata do Paulistão, caiu nas quartas e conquistou o Troféu do Interior em cima do próprio Guarani.

A minha preocupação neste momento não é pelo aspecto técnico porque Conceição conhece do jogo. Mas existe um buraco emocional.

O elenco do Guarani sofre com problemas internos entre os jogadores. É um grupo dividido e que será o maior desafio de Felipe Conceição em Campinas.

Com o bicho pegando no vestiário, o novo treinador vai precisar de respaldo da diretoria e reforços. É um bom treinador e vai precisar dar um padrão de jogo para o time em pouco tempo.

A minha aposta na experiência seria pelo imediatismo em estabelecer um vestiário harmonioso, recuperar o emocional e fazer o time jogar mesmo com um calendário apertado por conta da pandemia.

Desejo sorte e espero que Felipe Conceição tenha sucesso em Campinas.

Foto de divulgação/América-MG