Por Gleguer Zorzin

A Ponte Preta estava em ótima fase e mesmo apresentando limitações alcançou a segunda colocação da Série B. O resultado estava acima do desempenho.

Mas o desempenho caiu. E caiu depois da troca no comando técnico, a perda de jogadores para o departamento médico e a queda de rendimento dos principais jogadores.

O torcedor pontepretano adota tom de cobrança. Mas cobra algo que já foi demonstrado por esse elenco no mesmo campeonato.

A questão é: por que pararam de jogar?

Gustavo Bueno optou pelo discurso da naturalização da oscilação em uma competição de 38 rodadas. Ok, concordo, mas das últimas quatro partidas foram três derrotas com uma goleada por 5 a 0.

Inaceitável.

O elenco ainda não assimilou a proposta de Marcelo Oliveira e isso requer tempo. É um fato. Mas o problema é que o calendário de 2020 é apertado e não permite tempo.

A Ponte Preta tem um treinador competente e sigo acreditando no trabalho dele, mas Oliveira vai precisar de uma alternativa em caráter emergencial.

Ele administra um grupo que conseguiu chegar no topo da tabela, recebeu reforços e agora precisa de um padrão de jogo. É hora de selecionar as melhores peças, encontrar o esquema ideal e mudar a atitude do time.

Não adianta cobrar apenas do treinador e da diretoria para deixar esse comportamento dentro de campo. Muitos jogadores estão desinteressados e pararam de jogar.

Não está mais dando resultado? Tira do time e abre espaço para quem está querendo. Não dá para ter paciência com jogador que permanece sentado em cima de contrato.

E outro ponto é esperar o entrosamento dos jogadores que chegaram recentemente e precisam de adaptação. Orobó, Ruan Renato, Wanderley, Léo Pereira, Barreto… Eles chegaram agora e precisam de um tempo.

É hora de sacudir o vestiário para não deixar a missão da Ponte difícil.

Foto de Alberto Nucci/Pontepress