Por Carlos Henrique

A situação do Guarani com o professor Ricardo Catalá não é boa.

Mas existem justificativas para tentar entender o momento da equipe na Série B.

A campanha de nove pontos em 11 jogos é ruim e deixa a zona de rebaixamento próxima.

Mas existe um ponto que potencializa a pressão pelo momento da equipe: o dérbi.

Todos sabemos que a proximidade do clássico acaba inflamando os torcedores dos times e acaba refletindo no trabalho.

A torcida do Guarani vive uma insatisfação e o trabalho de Ricardo Catalá ainda está no começo. Mas o treinador precisará encontrar em menos de 10 dias um caminho sólido para sequência da Série B.

O que aconteceu no último jogo – após estar vencendo por dois gols e ainda ceder o empate – é o reflexo de contar com uma série de jogadores limitados.

O Guarani tem um grupo que precisa ser exaustivamente treinado, preparado e alinhado para fazer uma campanha regular em uma competição que não tem times com grandes elencos.

Outro ponto é o departamento médico. O Guarani não está contando com jogadores que podem ajudar.

São craques? Não.

Mas podem ajudar um grupo que tem poucas opções.

Havia uma expectativa que os problemas defensivos fossem resolvidos com Catalá, mas ainda é possível detectar erros de concentração e posicionamento.

Eu não acredito que mudança no comando técnico gere efeito. O Guarani precisa de união para reagir. Mas também precisa de reforços em praticamente todos os setores.

É necessário um alinhamento entre diretoria, comissão técnica e jogadores com respaldo e trabalho para descomplicar a situação.

O momento é difícil e a partida de amanhã contra o Sampaio Corrêa pode gerar tranquilidade em caso de vitória. O resultado não pode ser outro. Só três pontos para ajudar na pressão e na pontuação da equipe na Série B.

Foto de David Oliveira/Guarani FC