Após um final de semana intenso com mudanças na comissão técnica e no departamento de futebol, a Ponte Preta encerra neste domingo sua preparação para enfrentar o Operário, amanhã, em Ponta Grossa, na 29ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Assim como ocorreu em outros momentos da temporada, a exemplo do último dérbi, a equipe alvinegra será comandada pelo técnico Fábio Moreno como interino.

Existe uma ala dentro do Moisés Lucarelli que defende uma sequência para o profissional, mas a Ponte Preta pode ter um novo treinador a qualquer momento. A reportagem apurou e listou cinco desafios que serão enfrentados por Moreno ou pelo próximo profissional escolhido por Sebastião Arcanjo.

FALTA DE IDENTIDADE
A Macaca iniciou a temporada sendo comandada por Gilson Kleina, depois atuou com João Brigatti e por último Marcelo Oliveira – sem contar os períodos de transição com Fábio Moreno. O processo de montagem de elenco, dispensas, contratações e reformulações foram realizados com perfis diferentes. O novo comandante precisará de habilidade para filtrar a pluralidade do plantel e encontrar uma forma de jogo que ainda não está definida.

COBRANÇAS
Na última semana os muros do Moisés Lucarelli foram pichados cobrando mudanças no futebol – que ocorreram com as saídas de Gustavo Bueno e Marcelo Oliveira -, mas também mais dedicação por parte dos atletas. Existe também uma cobrança interna de líderes do elenco para uma postura mais ativa do restante do grupo.

DIVISÃO POLÍTICA
Um dos pontos de maior dificuldade para se trabalhar na Ponte Preta é a divisão política. Alas envolvendo situação, oposição, membros de diretoria e conselho, além de outros personagens presentes no dia a dia, colaboram para um desenvolvimento mais lento do trabalho. O novo comandante precisará de respaldo e proteção ao vestiário para não deixar o extracampo interferir como em outros momentos deste ano.

ORGANIZAÇÃO TÁTICA
Desde o Campeonato Paulista a Macaca não consegue números positivos defensivamente. A sequência de erros dos jogadores da zaga incomodam e estão refletindo diretamente em tropeços na Série B. Reorganizar a defesa para dar mais tranquilidade ao ataque, que diminuiu a média de gols, será fundamental.

JOGADORES DA BASE
Um dos pontos que pode ser mais explorado pela comissão técnica é o trabalho de base da Macaca. O meia Vinicius Zanocelo está servindo o Brasil sub-20 em Torneio Internacional, mas recebeu poucas oportunidades com Marcelo Oliveira. O atacante João Veras está ganhando mais minutos em campo, mas há cobranças por maior participação de jogadores como Pedrinho e Léo.

Foto de Álvaro Jr/Pontepress

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