(coluna de Carlos Henrique Siebert)

ESPEL ELEVADORES

O dérbi 195 é cercado de características bem diferentes em relação aos outros clássicos que já acompanhei entre Guarani e Ponte Preta.

Os dois times chegam enfraquecidos pelos problemas de montagem dos elencos, trocas de treinadores e conflitos durante toda Série B. E, por tudo isso, ainda são duas equipes que buscam pontuação para escaparem dos riscos de rebaixamento.

O fato é que o ano foi desastroso tanto para Guarani como Ponte Preta. Eliminações, contratações equivocadas, administração financeira ruim e crises políticas com duas renúncias de presidentes.

Eu não acho que exista um favorito para este dérbi.

Thiago Carpini faz um trabalho tático elogiável e tem um time mais organizado. Mas Gilson Kleina tem jogadores que podem decidir na experiência e individualidade como Renan Fonseca, Roger, Renato Cajá e Ivan.

O jogo vai ser decidido no aspecto emocional. Este será o caminho do dérbi 195.

E claro que isso passa pela conduta dos treinadores no vestiário. Kleina já vivenciou quatro dérbis e sabe que não pode pilhar excessivamente. Carpini já foi atleta e disputou clássicos. É necessário equilíbrio.

O fato é que nenhum dos times conseguiu mostrar competitividade suficiente para arrancar status de favoritismo. O que a Ponte tem de positivo na individualidade o Guarani compensa no coletivo.

Será um jogo nivelado, mas espero que uma grande apresentação e com muita movimentação. Meu palpite é um empate com gols e um clássico recheado de emoção.

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