Carlos Batista: ‘O dérbi está entre as três maiores rivalidades do Brasil’

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(coluna de Carlos Batista)

ESPEL ELEVADORES

Estava realizando uma palestra na Unicamp certa vez e, além de falar sobre futebol, tinha como função entrevistar o José Macia, o Pepe.

Pepe foi o segundo maior artilheiro na história do Santos com mais de 400 gols marcados. Ele diz que é o maior artilheiro porque o Pelé não era humano, era ET. Como jogador era conhecido como o “Canhão da Vila” por causa do chute potente de perna esquerda.

Quando parou de jogar Pepe abraçou a carreira de treinador e fez muito sucesso conquistando inúmeros títulos.

Fez muito sucesso no interior de São Paulo. Pepe era o treinador da inter de Limeira Campeão Paulista em 1986 e em 1997 subiu com a Ponte Preta para o Campeonato Brasileiro da série A.

Nesse dia na Unicamp muitos assuntos foram abordados e entre eles perguntei: Qual a maior rivalidade entre clubes no Brasil?

Pepe que trabalhou nos dois clubes de Campinas colocou o Derbi como uma das três rivalidades do pais. Citou além do clássico de Campinas, o Grenal em Porto Alegre e o Repa em Belém; o jogo entre Remo e Paysandu.

Com a autoridade de quem rodou os quatro cantos desse imenso Brasil e viu de perto inúmeros confrontos, Pepe argumentou dizendo que as cidades que tem vários clubes; São Paulo e Rio de Janeiro por exemplo, a rivalidade fica diluída. Quando são somente dois clubes a intensidade dos sentimentos rivais é maior.
Gosto muito do Derbi de Campinas. Estou envolvido nisso a mais de 35 anos e quando chega o dia percebo que o meu comportamento metabólico é diferente. O coração parece que bate mais forte.

O Derbi campineiro é mais sentido do que visto. É uma experiência que mexe com muita emoção com aflição e paixão. O jogo em si é quase sempre um jogo nervoso com pouca técnica e muita pilhagem.
Muitas vezes acontece o inverossímil, o inacreditável, o impensável e até o lógico. Mas, não é definitivamente um jogo comum.

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