Berimbau, André Luís e os gols: a longa dor de cabeça de Brigatti

0
Foto: Fábio Leoni-PontePress

por júlio nascimento

A Ponte Preta 2018, entre formações titulares e alternativas em três competições, duas nacionais, disputou 43 partidas entre janeiro e julho. Ganhou 14. Empatou 15. Perdeu 14.

Siga os números. Fez 35 gols. Sofreu 30.

Os dois goleadores são André Luís e Junior Santos, com cinco cada. São perseguidos por Felippe Cardoso, com quatro, Saraiva, três, além de Murilo e Paulinho, estes com dois gols.

Um dos problemas (fora as lesões em série) da razoável temporada pontepretana, com título no Troféu do Interior e vitória no Dérbi 191, mora no coração da grande área. Os centroavantes não exibem os gols que prometiam no primeiro semestre. Camisas 9 sem gols perturbam.

Felippe Cardoso foi atacado por lesões. Berimbau chegou após o Paulistão, mas a média ainda é ruim. As desculpas são muitas. Na Série B, por exemplo, o goleador da temporada é o centroavante Junior Brandão, do Atlético-GO, com nove gols em 16 jogos. Aproveitamento superior a todos jogadores de frente no Majestoso.

João Brigatti ainda espera por um goleador para reforçar a equipe. Neto Costa não iniciou com boas apresentações. Victor Rangel, que estava no futebol mexicano, é um candidato. Luis Fabiano ainda incógnita.

Nos últimos tempos, Berimbau foi mais útil, mesmo com um baixo número de gols. Ficou 13 partidas sem balançar as redes. Mas marcou quatro vezes nos últimos seis jogos. Ainda fora de posição – pois prefere atuar pela beirada do campo -, tem tido dificuldade de executar o papel de pivô, principalmente pela dificuldade na triangulação.

Felippe Cardoso se dá melhor com a bola, gosta da tabela, mas completará nas próximas semanas três meses no departamento médico tratando de uma pubalgia.

Enquanto não encontra o autêntico camisa 9, Brigatti segue apostando em André Luís. O ponta direita é o líder de finalizações do grupo e tem chamado a responsabilidade no setor ofensivo.

Comente com seu Facebook