O carioca Eduardo Barroca, de 39 anos, pode ser escolhido como novo comandante da Ponte Preta nos próximos dias. A Macaca ainda procura quem vai substituir Fábio Moreno na função de treinador.

Se escolhido, a Ponte Preta será o sétimo clube a ser dirigido por Eduardo Barroca em times profissionais. Ele comandou interinamente Bahia e CRB, além das passagens por Botafogo, Atlético Goianiense, Coritiba e Vitória.

Nada está definido, outros nomes estão sendo analisados e o clima de indefinição paira sobre o Majestoso. Mas quais os pontos positivos e negativos na trajetória do profissional que poderiam pesar a favor ou contra? O Portal CB lista para você.

Os pontos favoráveis estarão destacados em azul e os pontos negativos destacados em vermelho.

INTEGRAÇÃO COM BASE E JOVENS
Eduardo Barroca chamou atenção do Botafogo em 2019 após desenvolver um trabalho de base com muitos frutos no próprio time carioca e também no Corinthians. O treinador foi responsável por moldar jogadores como Igor Rabello, Matheus Fernandes, Emerson Santos, Pedrinho, Léo Santos, Maycon e Guilherme Arana.

Ele também foi campeão nacional sub-20 com o Botafogo em 2016. Já na base do Corinthians acumulou uma marca expressiva de 100 gols marcados em 45 jogos (28 vitórias, 12 empates e 5 derrotas).

DESCONFIANÇA E TEMPO DE TRABALHO
Barroca foi indicação do executivo Alarcon Pacheco, ex-companheiro dos tempos de Vitória, mas não está sendo aprovado de forma unânime. Seu nome era o segundo na lista – atrás de Zé Ricardo. Se escolhido, o treinador precisará lidar com o anseio por resultados imediatos mesmo com pouco tempo de trabalho.

ADAPTAÇÃO EM AMBIENTES DE CONFLITO
O ambiente no Moisés Lucarelli, cercado de desavenças políticas e pressão contra o presidente Sebastião Arcanjo, também seria um ponto de desafio para o desenvolvimento do trabalho do comandante. No entanto, Barroca se habituou com a realidade de dificuldades nos bastidores principalmente no período em que esteve no Botafogo quando conviveu com salários atrasados e rixas políticas. Esse cenário não é inédito para o treinador.

APROVEITAMENTO NEGATIVO
Sem contar os jogos como interino em Bahia e CRB, Barroca trabalhou em 81 partidas nas passagens por Botafogo, Coritiba, Atlético Goianiense e Vitória. Foram 27 vitórias, 17 empates e 37 derrotas. Aproveitamento de 40% dos pontos.

TERCEIRA SÉRIE B E ACESSO NO CÚRRICULO
Um dos pontos alegados por Alarcon Pacheco para defender a vinda de Eduardo Barroca envolve a experiência na Série B. Será a terceira vez do treinador na divisão. Ele tem um acesso comandando o Atlético Goianiense em 2019 quando comandou o Dragão nos últimos nove jogos da competição.

TRABALHOS DE CURTO PRAZO
Outro ponto negativo que pauta a trajetória de Barroca é a falta de continuidade nos trabalhos. Mesmo após acesso no Atlético Goianiense acabou deixando a equipe para assumir o Coritiba. Seu trabalho mais longevo foi de apenas oito meses no comando do Coxa em 2020.

FUTEBOL OFENSIVO
Barroca nunca escondeu que é adepto do futebol ofensivo e poderá colaborar com a escassez de jogadas trabalhadas na Ponte Preta. Em um primeiro momento, a prioridade seria para que o meio-campo conseguisse dar fim à fase inoperante e se torne um setor de maior protagonismo.

OSCILAÇÃO DEFENSIVA
Nos últimos quatro trabalhos de Barroca, a defesa nunca foi o ponto mais forte das equipes, mas ele conseguiu sair com o saldo positivo no Atlético Goianiense (sofreu 7 gols em 9 jogos) e no Vitória (8 gols sofridos em 9 jogos). Já na última passagem pelo Botafogo (24 gols sofridos em 12 jogos) e Coritiba (23 vezes vazado em 22 partidas) os números ficaram negativos.

TRABALHO INTEGRADO
Como a ideia do departamento de futebol da Ponte Preta é ter um trabalho integrado com a base, inclusive com a colaboração do auxiliar Sandro Forner e do coordenador Fábio Moreno, Barroca poderá repetir a experiência que teve nos períodos de Corinthians e Botafogo quando colaborou nas comissões de Fábio Carile, Jair Ventura, Zé Ricardo e Oswaldo de Oliveira. Vale destacar que Barroca também passou por clubes como Bahia, Vasco da Gama e Audax na função de auxiliar.

REJEIÇÃO NAS REDES SOCIAIS
Um dos pontos que atrapalharam o desfecho da negociação é a insegurança da diretoria, em especial o presidente Sebastião Arcanjo, com a rejeição da torcida ao nome de Barroca. Há uma preocupação principalmente com o que filtrou o clube através das redes sociais sobre o nome do ex-técnico do Botafogo.

Foto de Vitor Silva/Botafogo

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