Foram apenas dois meses de trabalho no comando da Ponte Preta. Após ficar dois anos fora do mercado, Marcelo Oliveira aceitou o convite de Gustavo Bueno para dirigir a equipe na Série B e durou apenas 14 jogos.

Foram quatro vitórias, quatro empates e seis derrotas. A equipe saiu da terceira posição e agora está na nona colocação na tabela de classificação.

O momento de instabilidade de Marcelo Oliveira dura pelo menos cinco rodadas. A ausência não apenas dos resultados positivos, mas também o rendimento abaixo do esperado, fizeram o trabalho ser encerrado antes da reta decisiva da Bezona.

A reportagem conversou com pessoas ligadas ao futebol da Macaca para entender o processo de desligamento de Marcelo Oliveira.

O primeiro ponto envolve a principal rivalidade do interior do Brasil. Após contratar Felipe Conceição, o Guarani deixou a vice-lanterna da Série B, ultrapassou a Ponte Preta e se tornou um postulante ao acesso pelo futebol apresentado. A falta de reação do time alvinegro acabou impulsionando o segundo ponto.

A pressão das arquibancadas.

Insatisfeitos com a produção da Macaca, a torcida iniciou uma onda de manifestações pedindo a troca não apenas do comando técnico, mas também do executivo Gustavo Bueno – um dos responsáveis pela montagem do elenco e escolha de Marcelo Oliveira.

O terceiro ponto envolve justamente o trabalho do agora ex-dirigente pontepretano. Gustavo Bueno, Marcelo Oliveira e membros da diretoria executiva divergiram sobre pontos importantes de reforços, metodologia e escolhas nas escalações.

Uma fonte confidenciou para o Portal CB que desde a partida contra o Paraná, vencida pela Macaca por 2 a 1, o clima era de conformismo sobre a troca no comando técnico pelo futebol apresentado e bastava uma nova sequência negativa para saída de Marcelo.

As derrotas para Botafogo e Avaí confirmaram a previsão dos últimos dias.

Comente com seu Facebook