Advogados do Guarani e de Álvaro Negrão explicam ação de ex-presidente com o clube

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Foto: Divulgação/Site/Guarani FC

O ex-presidente do Guarani, Álvaro Negrão, solicitou judicialmente a penhora das cotas do clube da CBF e Federação Paulista de Futebol por cobrar R$ 1,5 milhão referentes aos valores que investiu quando esteve na presidência do Bugre..

“É uma ação antiga e uma execução que o ex-presidente Álvaro Negro de Lima move contra o Guarani. É um processo de 2019 que ele está executando 16 contratos e empréstimos”, explicou o advogado André Torquato em entrevista à Rádio Bandeirantes.

O representante do departamento jurídico explicou que a intenção é realizar o pagamento. “O Guarani já apresentou os desembargos contra essa ação de execução, que é a defesa competente. No primeiro momento, os embargos foram negados e o Guarani entrou com recurso de apelação. A intenção do Guarani é, sim, pagar. A Justiça está paralisada e só no dia 15 de abril nós voltaremos a ter o andamento nos processos”, reiterou Torquato.

Álvaro Negrão presidiu o Guarani entre dezembro de 2012 e setembro de 2014. O valor cobrado pelo ex-dirigente é de R$ 1.500.389,90. Ele está sendo representado pelo advogado Francisco Macirre, que também foi ouvido pela reportagem da Rádio Bandeirantes.

“É muito importante deixar claro que, por diversas vezes, tentamos inúmeros acordos para que o Guarani pagasse parcelas ínfimas perto da receita que ele tem. Como o recurso não tem efeito suspensivo, só devolutivo, essa penhora pode ser feita das cotas, tanto da CBF quanto da Federação Paulista”, explicou.

Os advogados de Álvaro Negrão enfatizaram que o ex-presidente está à disposição para um acordo com o atual presidente Ricardo Moisés e o departamento jurídico do clube.

“De qualquer maneira, continuamos aí prontos para, a qualquer momento, não trazer nenhum prejuízo neste momento tão difícil que a economia vive, em especial os cofres do Guarani. É fazer um acordo e poder finalizar tudo isso”, finalizou Macirre.

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