Advogado da Ponte não acredita em denúncia do STJD após comemorações de Roger: ‘Não incitou violência’

0
Gustavo Valio, diretori financeiro da Ponte (à esq.), João Felipe Artiolli e Giuliano Guerreiro, advogados da Ponte em julgamento no STJD

O atacante Roger foi o centro das atenções após o apito final no dérbi 194 no último domingo. O atleta da Macaca liderou boa parte das comemorações e provocações após vencer o Guarani por 1 a 0.

ESPEL ELEVADORES

No entanto, a conduta de Roger será analisada pela Procuradoria do STJD após o jogador morder uma galinha de borracha e fazer gestos se utilizando do apelido pejorativo do rival. O advogado da Ponte Preta, João Felipe Artioli, disse não acreditar na oficialização da denúncia contra o atacante.

“Eu entendo que não houve exagero nas brincadeiras”, iniciou em entrevista ao Jogo Aberto, da TV Bandeirantes de Campinas. “Juridicamente não acreditamos que exista materialidade para uma denúncia. Isso nem foi relatado em súmula. E acreditamos que, mesmo em caso de denúncia, Roger não sofra nenhuma penalidade”, completou.

Artioli reiterou que parte das provocações de Roger foram realizados em suas redes sociais após o encerramento da partida. “É um direito do atleta realizar brincadeiras na condição pessoal e de cidadão. Durante a partida ele teve uma conduta exemplar e tudo que foi feito ocorreu após o jogo”, ressaltou.

O advogado fez uma comparação ao que ocorreu no dérbi 192. Na ocasião, o dirigente Giba Moreno, do Guarani, apareceu em uma entrevista do volante Ricardinho com um cartaz ‘Nunca Serão’ em provocação aos torcedores pontepretanos. “Neste caso há uma interpretação de incitação de violência porque estava dentro do estádio da Ponte Preta e havia uma chance de ocorrer alguma ação hostil. E, por isso, ele foi denunciado”, explicou

Artioli encerrou explicando que o STJD também leva em consideração o nível de rivalidade e contexto que cada partida carrega. “Jogos dessa natureza causam repercussão e o Roger teve uma atitude após uma série de fatores que aumentam a pressão. É uma rivalidade grande, a Ponte não vencia há cinco jogos e tem um combustível enorme para um clássico. Tudo isso é levado em consideração”, encerrou.

Comente com seu Facebook