A Ponte Preta voltou a ser derrotada na Série B do Campeonato Brasileiro.

Após esboçar um ligeiro crescimento nos desempenhos contra Goiás e CRB, a Macaca foi derrotada para o Botafogo por 2 a 0 e retornou para a zona de rebaixamento.

Mas a pergunta que muitos torcedores estão se fazendo: há um padrão tático na equipe de Gilson Kleina?

O comentarista da Rádio Bandeirantes, Gleguer Zorzin, opina sobre o assunto no Portal CB.

“O primeiro ponto sobre a análise tática de Gilson Kleina é que ele já testou todas variações: 3-5-2, 4-3-3, 4-4-2, 4-2-3-1, 4-1-4-1 e outras formações. Mas o grande ponto é que o time é ainda dependente de muitos jogadores como Rodrigão, Moisés, Camilo… Faltam peças para o time começar a funcionar taticamente também. É perceptível que há uma dificuldade de evolução quando a equipe joga com Locatelli na transição. Não há jogadas com os laterais para fortalecer o ataque. Os pontas são burocráticos. Isso acaba gerando uma contínua mudança tática na equipe”, explicou Gleguer.

O comentarista ainda citou o Botafogo como exemplo. Mesmo com um time limitado, a equipe carioca alcançou a terceira vitória consecutiva na Série B e conta com jogadores que têm desequilibrado como Pedro Castro, Chay e Kanu, além do experiente Rafael Moura no banco de reservas.

“É fundamental em uma competição como a Série B você contar com um banco de reservas capaz de desequilibrar. Rafael Moura saiu do banco e definiu o jogo para o Botafogo. A Ponte Preta não tem isso: Gilson Kleina olha para trás e não tem ninguém para substituir os atuais titulares que não estão rendendo. Josiel entrou no lugar do Rodrigão e não deu certo. O plano B? João Veras. Não funciona. Quando você precisa de qualidade no meio-campo na vaga do Locatelli não há ninguém para cumprir a função. Quem colocar na lateral? Rafael Santos ainda não fluiu, Jean Carlos ainda será amadurecido. Faltam jogadores para que o time comece a funcionar taticamente”, completou.

Gleguer reiterou que atribui parte da responsabilidade ao trabalho da comissão técnica, mas o grande problema para a equipe estar nesta situação é a falta de qualidade do elenco.

“A Ponte Preta fez contratações sem critérios. O time não teve planejamento de elenco e isso respinga no desempenho tático da equipe. O grande problema na minha opinião não é o treinador, mas sim o elenco. Kleina tem a responsabilidade também, mas testou todas formações e nada aconteceu”, finalizou.

Foto de Diego Almeida/Pontepress

Comente com seu Facebook