Na primeira competição internacional da História, Ponte é vice da Sul-Americana

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O ano de 2013 foi cercado de expectativas para a Ponte Preta. Além da disputa da Série A do Campeonato Brasileiro, a Macaca estava pela primeira vez na história em uma competição internacional: a Copa Sul-Americana. A vaga foi conquistada pela boa campanha feita no Brasileirão do ano anterior.

NA TELA DA BAND

A estreia na competição continental foi contra outro time brasileiro: o Criciúma. Depois de vencer por dois a um o primeiro jogo na casa do adversário, a Ponte empatou sem gols no Majestoso e garantiu presença na fase internacional do campeonato.

O adversário nas oitavas de final foi o Deportivo Pasto da Colômbia. A Ponte fez a lição de casa: venceu o primeiro jogo por dois a zero. Na volta, na pequena cidade de Pasto, a Macaca teve dificuldades, perdeu por um a zero mas conseguiu segurar a imensa pressão dos donos da casa para ficar com a vaga nas quartas de final.

Nesta fase da competição, os alvinegros teriam pela frente um adversário de tradição, acostumado a grandes torneios internacionais: o Vélez Sarsfield. Por sorteio, o primeiro jogo foi realizado no estádio Moisés Lucarelli. O placar de zero a zero deixava a decisão da vaga para a partida da volta em Buenos Aires.

Na capital argentina, a Macaca fez um dos jogos mais emocionantes da sua história. Uma atuação praticamente perfeita de todos. Os gols de Elias e Fernando Bob selaram a vitória por dois a zero e garantiram os alvinegros na semifinal da Sul-Americana.

Mais um adversário de tradição no mata-mata: o São Paulo. Desta vez, a Ponte fazia o primeiro jogo fora de casa. Morumbi cheio e a Macaca estava irresistível. Vitória por três a um. O time poderia perder por até um gol de diferença na volta que estaria garantido na decisão do primeiro internacional que disputava na história. E aí, mais uma dificuldade: o Majestoso não tinha capacidade para receber o jogo porque não tem capacidade para 20 mil pessoas. O palco escolhido pelos pontepretanos foi o estádio do Mogi Mirim. No final, placar de um a um. A Ponte Preta garantia uma vaga na final da Copa Sul-Americana de 2013.

A expectativa pelo primeiro título de expressão na história da Ponte aumentou porque do outro lado não estava uma equipe de grandes tradições no futebol sul-americano: o Lanús da Argentina só tinha 2 títulos importantes nos quase 100 anos de fundação.

O estádio do Pacaembú recebia o primeiro jogo da final entre Lanús e Ponte Preta. Um mar de torcedores preto e branco invadiram a capital do Estado, empurraram a Macaca, mas o jogo foi digno de uma decisão entre Brasil e Argentina: poucas chances, muitas faltas e reclamações e um gol de falta pra cada lado (Felipe Bastos empatou a partida depois que a Ponte saiu atrás). O placar de um a um deixava tudo para ser definido em Lanús.

Na Argentina, o torcedor do Lanús fez a parte dele: lotou o estádio e colocou pressão pra cima dos alvinegros que não resistiram. Com dois gols ainda no primeiro tempo, a equipe da casa venceu por dois a zero e tirou a Ponte Preta a possibilidade do título internacional.

A Macaca ficou com o vice-campeonato, perdeu a possibilidade de chegar à Táça Libertadores e, para piorar, a equipe ainda amargou o rebaixamento no Brasileiro de 2013.

FINAL – COPA SUL-AMERICANA 2013

LANÚS 2 X 0 PONTE PRETA

Local: Estádio Néstor Díaz Pérez (La Fortaleza) – Buenos Aires

Árbitro: Enrique Osses – Chile

Auxiliares: Carlos Astroza e Sérgio Román – Chile

Cartões amarelos: Ayala, Somoza e Blanco (Lanús); Felipe Bastos (Ponte Preta)

Gols: Ayala, aos 24 minutos primeiro tempo e Blanco, aos 48 minutos primeiro tempo

LANÚS: Marchesín; Carlos Araújo, Goltz, Izquierdoz e Maximiliano Velázquez; Somoza, Diego González e Victor Ayala; Blanco (Ortiz), Benítez (Pasquini) e Santiago Silva. Técnico: Guilherme Barros Schelotto

PONTE PRETA: Roberto, Artur (Ferrugem), Diego Sacomán, César e Fernando Bob; Baraka, Magal (Adailton), Felipe Bastos e Elias; Rildo (William) e Leonardo. Técnico: Jorginho

 

 

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