Fisioterapeuta do Guarani aceita proposta e se junta a Chamusca na Arábia

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Foto: arquivo pessoal

por júlio nascimento

NA TELA DA BAND

A primeira baixa do Guarani para 2019 é na comissão técnica. O fisioterapeuta Paulo Moreira aceitou a proposta para trabalhar com o técnico Péricles Chamusca no Al-Faisaly, da Arábia Saudita, e deve ir ao país na próxima semana para acertar detalhes do contrato e conhecer o projeto de seu novo clube.

A informação é do Portal CB.

O fisioterapeuta tomou a decisão no final de semana depois de pesar aspectos profissionais e pessoais. O Guarani não teve como segurar o integrante da comissão técnica permanente do clube – um dos responsáveis pela restruturação do departamento médico e de fisioterapia ao lado de Dr. Rai Cruz.

Paulo Moreira foi indicado para Péricles Chamusca por um dos jogadores brasileiros do Al-Faisaly e aceitou o desafio de sair do país novamente. Antes de retornar para a segunda passagem no Bugre, Moreira teve passagem marcante como fisioterapeuta do Dínamo Kiev, na Ucrânia, onde recuperou o brasileiro Danilo Silva, além de uma participação na comissão do Grêmio na reta final da Libertadores 2017 cuidando de alguns jogadores como Bruno Cortez.

O Guarani ainda não anunciou o novo profissional para a vaga de Moreira. É a segunda baixa considerável na comissão técnica permanente. No início da Série B, após receber proposta da Chapecoense, o preparador físico Marcelo Rohling deixou o Bugre e deu lugar a Felipe Celia – que recebeu críticas ao longo da Série B pela queda do rendimento físico do time no segundo tempo.

Paulo Moreira bateu um papo com a reportagem do Portal CB e falou sobre seu novo desafio na carreira.

Como você projeta o desafio de trabalhar na Arábia Saudita com Péricles Chamusca?
Paulo Moreira: Eu aceitei o convite porque a vida é feita de desafios. Eu tive um desafio em 2016 de trabalhar na Ucrânia para fazer a realização de um atleta que estava trabalhando comigo e depois de fazer parte da comissão técnica do Dínamo Kiev, que estava disputando a Liga dos Campeões e conseguimos mostrar o quanto a fisioterapia esportiva do Brasil é competente e consegue fazer bons trabalhos. E justamente por querer levantar a nossa bandeira e o respeito ao nosso trabalho aceitei o convite da Arábia. Trabalhamos com excelência dentro e fora do país.

Qual balanço que você faz no trabalho da fisioterapia do Guarani em 2018?
Paulo Moreira: Foi positivo. Se a gente analisar o número de lesões nos grandes clubes das principais divisões ficamos em uma condição parecida, mas com um orçamento menor e uma estrutura abaixo de equipes como Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Nós conseguimos fazer um trabalho de excelência e tivemos menos de dez lesões musculares durante todo ano, além de minimizar o tempo de afastamento destes atletas. Esse balanço foi positivo e a gente finaliza o trabalho muito contente com o que conseguimos fazer ao lado dos preparadores físicos, fisiologistas e médicos.

Qual foi sua principal dificuldade no clube?
Paulo Moreira: Eu acho que quando você participa de uma reformulação de um sistema de trabalho, porque a proposta era começar tudo de novo no começo do ano, você passa por um período de conhecimento. Todos que chegaram tentaram trabalhar em cima da estrutura que o Guarani ofereceu. Sabemos que não é o ideal, mas mantivemos conversas com os diretores e nos ajudaram ao máximo. Tentamos parcerias, auxílios externos e recebemos a chegada de novos profissionais de confiança. Espero a chegada de novos aparelhos para auxiliar na recuperação e confio que o clube manterá essa visão.

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