Exigente e detalhista: o perfil de Mazola, novo técnico da Ponte

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Mazola Júnior e Tite durante seminário da CBF

por júlio nascimento

NA TELA DA BAND

Um técnico com profundo conhecimento tático, que não descarta uma conversa direta com jogadores e prima pela boa defesa. Filho de italiano com português, o campineiro Mazola Júnior, de 53 anos, finalmente realizará o sonho do saudoso e pontepretano pai Zuza. O treinador foi o escolhido para substituir Gilson Kleina e dirigir a Macaca em 2019.

Mazola não se intimida ao chamar o Majestoso de casa. Desde os 15 anos, no início da década de 80, tentava emplacar na carreira de jogador atuando na Ponte Preta, mas foi se profissionalizar no Marcílio Dias, em 85, e menos de dez anos depois encerrou a carreira no futebol português.

Prometeu ao pai dedicação nos estudos e iniciou a trajetória de treinador de futebol. Foi comandante do sub-20 da Macaca em 1996 e depois passou a integrar a comissão técnica do time profissional. Mesmo assim, não deixou os estudos de lado e passou a rodar a Europa realizando estágios na Espanha e Portugal.

A primeira experiência como treinador para Mazola surgiu em Portugal. A mesma terra onde encerrou a carreira de jogador foi o pontapé inicial do comandante. Sempre acompanhado do boné e do apito passou por Marco, Ovarense e Nelas, no futeobl português, antes de chegar ao Ituano em 2009. No Brasil passou também por SPort, Ipatinga, Bragantino, Cuiabá, Paysandu, Botafogo-SP, CRB, Vila Nova e Criciúma.

Conquistou acesso na Série B com o Sport, foi promovido com o Paysandu na Série C e disputou finais de estaduais com o CRB. Mazola passou a crescer no mercado e chamou atenção do presidente pontepretano, José Armando Abdalla, já com a Série B em andamento. O estilo parecido com de João Brigatti – seu pupilo por anos -, e a familiaridade com o clube empolgavam o dirigente.

Contudo, Mazola optou por cumprir o acordo com o Criciúma e livrou o time do rebaixamento antes de ter o pedido de valorização contratual rejeitado. Ainda assim, continuou como opção barata no mercado e foi contratado pela Macaca após Guto Ferreira assustar os dirigentes na proposta salarial.

A diretoria da Macaca aposta que o cinquentão Mazola terá a primeira grande experiência no futebol paulista. O desafio no Majestoso é encarado com o potencial de valorização no mercado para o treinador que está aprimorando os conhecimentos em seminários da CBF até a próxima semana. O estilo de não poupar palavras e críticas quando necessário é encarado positivo para formação de um time modesto – perfil do elenco que será formado pela limitação financeira do clube.

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