Bugre conquista acesso e vice-campeonato na Série C de 2016

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Foto: Portal RMC

O ano de 2016 foi o quarto consecutivo do Guarani no Brasileiro da Série C. Após seguidos fracassos na divisão, a diretoria alviverde apostava no técnico Marcelo Chamusca que já havia feito uma boa campanha no mesmo campeonato comandando o Fortaleza no ano anterior.

ESPEL ELEVADORES

A primeira fase do primeiro turno foi quase perfeita para o Bugre. O time terminou em primeiro lugar com 5 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, com um total de 18 pontos somados.

O segundo turno da etapa classificatória continuou com poucos sustos para os alviverdes. O time melhorou o desempenho, somou mais 20 pontos com 6 vitórias, 2 empates e uma derrota. O Bugre confirmou o primeiro lugar no Grupo B na primeira fase da Série C.

As quartas de final já definiam os quatro times que estariam na Série B em 2017. Com a melhor campanha do Grupo B, o Bugre tinha pela frente o Asa de Arapiraca, time que se classificou em quarto lugar na outra chave. O Guarani ainda teve a vantagem de decidir o acesso em casa.

Mas o primeiro jogo do acesso ligou um sinal de alerta no Guarani que saiu de campo derrotado por 3 a 1 na casa do adversário.

No jogo da volta, o Brinco de Ouro recebeu mais de 12 mil torcedores que empurraram o time rumo à Série B. Com um gol de Leandro Amaro e 2 de Eliando, o Guarani venceu por 3 a zero e garantiu o retorno à segunda divisão do Brasileirão.

O Bugre ainda tinha mais um desafio: conquistar o título da Série C e se transformar no único time a vencer as 3 divisões do Campeonato Brasileiro.

Na semifinal, o Guarani enfrentou o ABC de Natal, novamente em duas partidas e com a decisão da vaga no Brinco de Ouro. A primeira partida, na casa do adversário, derrota por quatro a zero. O ABC tinha uma imensa vantagem, poucos acreditavam numa reviravolta bugrina. Mas Fumagalli acreditou e, com 3 gols, liderou a goleada por seis a zero. O Guarani avançava para a decisão da Série C.

Eram mais duas partidas, mas o Guarani não tinha mais o direito de decidir em casa o título diante do Boa Esporte. O primeiro jogo, no Brinco, ficou empatado em um a um. Tudo seria decidido em Varginha. Um jogo cheio de problemas extra-campo: confrontos entre torcedores e policiais do Sul de Minas marcaram de maneira negativa a final. Dentro das quatro linhas, o Guarani não fez uma boa partida, o zagueiro Ferreira perdeu a cabeça ao agredir o juiz depois de ser expulso e o Boa Esporte ficou com o troféu depois de uma vitória convincente por três a zero. Ao Guarani restou o vice-campeonato e o mais importante: o retorno à Série B.

JOGO DO ACESSO – GUARANI 2016

GUARANI 3 X 0 ASA

Local: Estádio Brinco de Ouro – Campinas

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Auxiliares: Leone Carvalho Rocha e Márcio Soares Maciel (GO)

Cartões amarelos: Gilton, Fumagalli e Eliandro (Guarani); Junior, Rayan e Cal (ASA)

Gols: Leandro Amaro, 25 minutos 1º tempo e Eliando, 9 e 27 minutos 2º tempo

GUARANI: Leandro Santos; Lenon, Ferreira, Leandro Amaro e Gilton; Auremir, Wesley, Renatinho (Régis), Fumagalli e Pipico (Deivid); Eliandro (Everton). Técnico: Marcelo Chamusca

ASA: Thiago Braga; Júnior (Lessinho), Willames José, Rayan e Igor (Gilmar); Cal, Ramalho, Rafael (Klenisson) e João Paulo; Diogo e Reinaldo Alagoano. Técnico: Paulo Foiani

FINAL SÉRIE C – 2016

BOA ESPORTE 3 X 0 GUARANI

Local: Estádio Dilzon Luiz de Melo – Varginha-MG

Árbitro: Marcos Mateus Pereira (MS)

Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz e Daiane Caroline Muniz dos Santos (MS)

Cartões amarelos: Auremir e Pipico (Guarani); Romano e Kaio Cristian (Boa)

Cartão Vermelho: Ferreira (Guarani)

Gols: Braian Samudio, 9 minutos 1º tempo; Fellipe Mateus, 14 minutos 1º tempo e Kaio Cristian, 47 minutos 2º tempo

BOA ESPORTE: Daniel Luiz; Leonardo, Edson Borges, Bruno Maia e Romano; Escobar, Itaqui, Braian Samudio (Tchô) e Fellipe Mateus (Kaio Cristian); Daniel Cruz e Rodolfo (Jean Henrique). Técnico: Ney da Mata

GUARANI: Leandro Santos; Lenon, Ferreira, Leandro Amaro e Gilton; Auremir, Wesley (Dênis Neves), Deivid (Régis), Fumagalli e Pipico; Eliandro (Genílson). Técnico: Marcelo Chamusca

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