Brasileirão de 1986: Brinco recebe uma das finais mais emocionantes do Brasileirão

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O Guarani ficou perto de conquistar o bicampeonato nacional em 1986. Logo nas duas primeiras fases, o Bugre se classificou com tranquilidade. Na primeira, foi segundo colocado do Grupo C, atrás do Bahia. Depois, na segunda fase, liderou o Grupo J deixando Fluminense, Flamengo e Grêmio pelo caminho. Com a colocação, o Guarani conquistou a vantagem de jogar todos os mata-matas no Brinco de Ouro.

NA TELA DA BAND

Nas oitavas de final, diante do Vasco, venceu os dois jogos com tranquilidade. No Rio de Janeiro, 3 a 0 para o Bugre, que fez 2 a 0 na volta atuando no Brinco de Ouro. Depois, nas quartas de final, o adversário seria o mesmo Bahia – que dificultou na primeira fase. O primeiro jogo, realizado em Salvador, terminou empatado por 2 a 2. Em Campinas, na volta, vitória apertada por 1 a 0.

A semifinal foi disputada diante do Atlético-MG. Em Belo Horizonte, jogo duro, empate sem gols. Na volta, o Guarani venceu por 2 a 1 e se classificou para enfrentar o São Paulo na decisão.

No primeiro jogo, no Morumbi, o placar foi de 1 a 1, repetindo a sina das duas fases anteriores, onde o time empatou o primeiro jogo, fora de casa. Na segunda partida, no Brinco, um dos jogos mais épicos da história do futebol brasileiro.

Diante de quase 40 mil torcedores, o Guarani abriu o placar com gol contra de Nelsinho, do São Paulo. Sete minutos depois, o zagueiro Ricardo Rocha, tetracampeão do mundo, devolveu a gentileza e deixou tudo igual. No segundo tempo, o empate persistiu e a partida foi para a prorrogação. Logo nos primeiros minutos, o São Paulo virou com Pita, mas Boiadeiro deixou tudo igual. O Guarani chegou a virar aos cinco minutos do segundo tempo da prorrogação com gol de João Paulo, mas o ídolo bugrino Careca, defendendo as cores do São Paulo, empatou a partida aos 14 minutos do segundo tempo e forçou a disputa de pênaltis.

Os artilheiros do dia, Boiadeiro e João Paulo, do Guarani, e Careca, do São Paulo, erraram suas cobranças. Apenas Tosin, Valdir Carioca e Evair converteram para o Guarani. No São Paulo, Darío Pereyra, Fonseca, Rômulo e Wagner Basílio balançaram as redes e deram o bi para o Tricolor.

GUARANI 3×3 SÃO PAULO

Local: Brinco de Ouro da Princesa

Data: 25/02/1987

Árbitro: J. A. Aragão (SP)

Assistentes: João Massonetto (SP) e Luiz Alfredo Bianchi (SP)

Gols: Nelsinho (contra), Boiadeiro e João Paulo para o Guarani; Ricardo Rocha (contra), Pita e Careca para o São Paulo

Renda: Cz$ 4.221.300,00

Público: 37.370 pagantes

GUARANI: Sérgio Neri, Marco Antônio, Ricardo Rocha, Valdir Carioca e Zé Mário; Tosin, Tite (Vagner) e Boiadeiro; Catatau, Evair e João Paulo. Técnico: Carlos Gainete Filho.

SÃO PAULO: Gilmar, Fonseca, Wagner Basílio, Darío Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas (Manu) e Pita; Müller, Careca e Sidnei (Rômulo). Técnico: Pepe.

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