Após sabatinas, Conselho do Guarani segue dividido sobre gestão compartilhada

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Foto: Letícia Martins/Guarani FC

por júlio nascimento

NA TELA DA BAND

As propostas que irão à votação na reunião no final do mês, no Conselho Deliberativo do Guarani, promete acirrar os ânimos dos conselheiros. A mesa colocará em pauta a seguinte causa: a partir de agora, o clube será administrado de forma terceirizada ou a responsabilidade continuará do Conselho de Administração.

O desejo de contar com empresários na gestão do futebol é um desejo antigo do atual presidente Palmeron Mendes Filho. A ideia do mandatário bugrino era de finalizar o processo em agosto, mas o Conselho Deliberativo optou por prorrogar a decisão para depois da disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Além da possibilidade de voto para que a gestão continue responsabilidade do Guarani, os conselheiros poderão escolher entre a proposta da Magnum/ASA, gerida pelos empresários Roberto Graziano e Felício Bragante, ou pelo pool liderado pelo agente Nenê Zini com Elenko Sports/Traffic/DK.

Hoje, o futuro do departamento de futebol e social do Guarani estaria nas mãos de aproximadamente 85 conselheiros. Segundo apurou a reportagem são 48 representantes da situação e 37 da oposição. A Junta Jurídica, que conta com representantes da comissão imobiliária, permanecerá isenta.

A maior parte dos conselheiros que representam a situação estão favoráveis ao projeto de Roberto Graziano, da Magnum, enquanto Nenê Zini tem apoio maioral da oposição. A minoria segue apoiando que o clube consegue ser administrado pelo próprio Conselho de Administração sem a participação dos empresários – movimentado liderado pelo ex-presidente Horley Senna.

Publicamente, o presidente Palmeron reitera que não há preferência do Conselho de Administração por nenhum dos candidatos – refutando acusações de apoio ao empresário Roberto Graziano -, e que a decisão será independente dos conselheiros.

Enquanto isso, a comissão dos sócios segue investigando a reativação de sócios inadimplentes. No início de agosto, o ex-superintendente Anaílson Neves solicitou desligamento do clube após pedido de investigação sobre a participação do dirigente no pagamento de mensalidades atrasadas de 14 sócios.

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