Análise: o elenco da Ponte Preta acredita em Gilson Kleina

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Foto: Fábio Leoni/Pontepress

análise de júlio nascimento

NA TELA DA BAND

A Ponte Preta teve cinco trocas no comando técnico em dez meses. Marcelo Chamusca foi o último a cair para a chegada de Gilson Kleina. Antes, Eduardo Baptista, Doriva e João Brigatti sucumbiram com os desempenhos oscilantes do time. Então, são quatro profissionais que não deram certo.

Será que só os treinadores são responsáveis? Acho que os jogadores têm grande parcela de culpa. Às vezes parecem acomodados e na zona de conforto.

Gilson Kleina pegou um ambiente totalmente remendado. Muitos dos jogadores não suportavam mais Marcelo Chamusca e a sua postura como comandante. A crença na filosofia e metodologia não existia. Os jogadores já não confiavam no treinador e a produtividade despencou.

O primeiro passo foi estabelecer o valor dos atletas. A frase de que “uma nota de cem reais não perde o valor por estar amassada” surtiu efeito. Depois a reaproximação de alianças poderosas no grupo como o volante João Vitor, o lateral-esquerdo Danilo Barcelos e o zagueiro Renan Fonseca.

Depois de cinco jogos com quatro vitórias e um empate diante do líder Fortaleza dá para creditar ao treinador a recuperação da Macaca. Talvez tardia pela situação difícil na tabela. Nenhum time, mesmo o Fortaleza, passou invicto por nove rodadas como a Ponte Precisa precisa alcançar.

Fato é que a Ponte Preta precisa de um Kleina para 2019. Forte na cobrança, atitude e ambiente. Ou então quem vier terá que romper com os mimos aos jogadores. Costumo dizer que o futebol está nos “pés” dos boleiros. Eles determinam muita coisa. Fazem uma boa jogada e tudo bem. Não, não pode ser esse simplismo.

E depender da atual diretoria para isso é acreditar que no ano que vem serão mais cinco trocas de treinadores.

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